Institucional

Nos últimos anos o Brasil vem experimentando a transição epidemiológica observada nos países desenvolvidos. As iniciativas governamentais das décadas de 80 e 90 com programas de saneamento, combate às diarréias e doenças respiratórias, melhoria da desnutrição infantil e campanhas de vacinação se mostraram extremamente eficazes para a redução do componente pós-neonatal da mortalidade infantil, alterando a proporção entre óbitos neonatais e infantil tardios.

A redução da mortalidade neonatal, entretanto, tem sido um desafio , pois requer recursos maiores, estudos epidemiológicos, planejamento, hierarquização, regionalização e integração dos diversos níveis da cadeia da oferta dos serviços de saúde Estaduais, Municipais e Federais.

A melhoria dos cuidados perinatais requer assistência pré-natal de qualidade, identificação das pacientes de risco e hierarquização-regionalização dos serviços para um adequado atendimento ao parto e ao recém nascido. As Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais são serviços essenciais para o atendimento dos prematuros e RN de risco e tem custo-benefício inquestionável.
Uma das estratégias adotadas nos países desenvolvidos, nos últimos anos, para a melhoria dos serviços neonatais, tem sido a realização de estudos relacionados à avaliação tecnológica e de qualidade do atendimento através da associação de Unidades Neonatais em redes ou núcleos de pesquisa. Estas redes são responsáveis pela produção dos estudos mais importantes da área da Neonatologia , desde a década de 90.

Em 1999, um grupo de pesquisadores nacionais se reuniu com o objetivo de implementar no País uma estratégia semelhante, através da criação da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais. Este grupo, após muitas reuniões definiu o regimento interno, os objetivos e metas de trabalho desta rede de pesquisas. Inicialmente os serviços revisaram os dados de mortalidade e morbidade de suas próprias unidades e ratificaram a necessidade de se estudar a prática e desenvolver um banco de dados permanentes para assessorar a o planejamento e desenvolvimento dos serviços neonatais do País.

Objetivos Específicos

  • desenvolver uma base de dados com as Unidades;
  • estudar as práticas, resultados e custos dos diferentes serviços;
  • estudar as variações nas práticas, resultados e custos;
  • estudar a incorporação de novas tecnologias e sua efetividade;
  • implementar protocolos colaborativos;
  • produzir normas e rotinas operacionais e clínicas que possam servir como; e elemento de educação e planejamento.

Resultados Esperados

Um sistema de informação através de uma base de dados neonatais, deve:

  • possibilitar a monitorização de práticas clínicas e variações nas rotinas das diversas unidades;
  • realizar estudos colaborativos para testagem de novas tecnologias, drogas ou terapias com grande poder estatístico;
  • conhecer para os nossos serviços a efetividade de tecnologias já consagradas nos paises desenvolvidos e decidir sobre a adequação de sua disseminação para outras unidades no Brasil;
  • constituir uma base de conhecimentos sobre avaliação de tecnologias nesta área que vai permitir o planejamento e alocação de recursos de forma mais racional;
  • definir as tecnologias e procedimentos com a melhor relação de custo-efetividade e com isso fornecer subsídio ao Estado para planejamento de investimento e alocação de recursos;
  • fornecer relatórios a respeito do desempenho de cada Unidade que estimularão a procura na excelência do cuidado, com impacto positivo nos resultados.